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Leonardo Sobral

por Sobre.tudo, em 21.01.18

O Leonardo (leonardosobral@outlook.pt) gosta de escrever sobre coisas.

Ganhou, basicamente, o direito a escrever sobre tudo aquilo que quiser: social, existencial, político, ambiental. Tudo o que ele conseguir encaixar dentro do tema ‘coisas’ que, sem esforço, tomou para si.

Fiquei deliciada quando me coube a mim apresentá-lo! É um amigo próximo do meu coração.

Eu consigo estar com ele sempre que quero porque ele me adora (risos), mas é muito restrito o seu círculo. Por vezes, excessivamente restrito, parece-me. É extremamente afável. Quando se prontifica a uma conversa banal é uma delícia, mas raramente se prontifica. Eventos sociais? Sim, mas só com as pessoas que ele realmente estima. Conhecer novas pessoas, para ele, implica um esforço que, na grande maioria das vezes, não está disposto a encetar. Tem um núcleo muito próximo de pessoas com quem se dá regularmente e o resto do tempo passa-o consigo próprio.

Posso encontrá-lo facilmente numa esplanada marítima a escrever ou a ler. Fica lá horas a fio sem se preocupar com o tempo que passa. Não há melhor forma para passar o tempo, aliás. De vez em quando, pousa o livro ou a caneta e fica só a olhar. Perde-se. E depois reencontra-se.

Estou sempre a vê-lo esquivar-se de convites para cafés, jantares ou outros encontros e eventos. É extremamente resistente, mas, sempre que vai, que se predispõe, volta feliz e com a mesma frase ‘Tenho de fazer isto mais vezes!’ só para, de seguida, voltar para o seu mundo e vida solitários como ele aprecia.

Jazz, R&B, soul são os tons que costumam acompanhar as nossas conversas de horas. Vinho tinto em copo alto e verdadeiras dissertações sobre tudo. É introspectivo e muito pouco social, sim, mas quando nos acolhe no círculo passamos a ter acesso a um mundo diferente daquele que as pessoas comuns nos dão a conhecer. É tão genuíno, tão leve na sua infinita profundidade e tão positivo.

Não vai com a massa nem é de modas. Pega na moda depois de ela já ter passado e encoraja-a a um último fulgor. Não aceita a opinião comum, ouve-a, considera-a para lhe dar foco, mas contorna para poder elaborar a sua. Acredito que a constante desidentificação seja um volume difícil de carregar a todo o tempo. Não há descanso nem entrega na desidentificação, pelo contrário, há uma constante e infrutífera busca. De qualquer forma, ele faz um caminho tão coerente que permite aos que o rodeiam identificar-se com ele, portanto, enquanto o seu caminho continua tortuoso, o nosso vai ganhando lisura!

Uma alma solitária que faz uma companhia incrível!

Rosa LeBron

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publicado às 15:56



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