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Orgasmo Natalício (e não é gastronómico)!

por Sobre.tudo, em 25.12.17

Pode ser muito constrangedor ser solteira e acordar excitada na manhã de 24 de dezembro!

É véspera de Natal, os pais estão a dormir no quarto do lado, os meus irmãos já se fazem ouvir pela casa e o menino Jesus está a caminho de Belém para nascer dali a algumas horas.

Se pode ser constrangedor, é, certamente, imoral, segundo o Catecismo da Igreja Católica como, até mesmo um iletrado, consegue perceber pelo artigo 2352:

“2352. Por masturbação entende-se a excitação voluntária dos órgãos genitais, para daí retirar um prazer venéreo. (...) têm afirmado sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado». «Seja qual for o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das normais relações conjugais contradiz a finalidade da mesma». O prazer sexual é ali procurado fora da «relação sexual requerida pela ordem moral, que é aquela que realiza, no contexto dum amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana» (101).

Para formar um juízo justo sobre a responsabilidade moral dos sujeitos, e para orientar a ação pastoral, deverá ter-se em conta a imaturidade afetiva, a força de hábitos contraídos, o estado de angústia e outros fatores psíquicos ou sociais que podem atenuar, ou até reduzir ao mínimo, a culpabilidade moral.”[i]

Para reduzir a minha culpabilidade moral recorro, naturalmente, à imaturidade afetiva, uma vez que não se pode dizer que seja pela ‘força de hábitos contraídos’ e não é, com certeza, pelo ‘estado de angústia’ que eu angustiada não me consigo vir.

A verdade é que, tendo tido uma educação cristã, sempre soube que Deus estava em todo o lado. Perguntou-me uma sexóloga, há não mais de 8 anos:

- ‘Porque não te masturbas?’, resposta:

- ‘Porque Deus me está a ver’. 

Neste seguimento e, como falsa púdica que sou, não gosto de me masturbar com estranhos a ver, motivo pelo qual, este prazer venéreo só é um ‘hábito contraído’ de há uns dois anos para cá.

E foi bem contraído. E masturbei-me bem na véspera de Natal e tive um belo orgasmo que fez com que andasse bem-disposta o dia todo e todos beneficiassem disso! Tenho inclusive quase a certeza que Deus não me estava a ver. Deus é um Ser educado, que respeita a minha privacidade e que quando percebe que eu preciso de um momento só para mim, se retira e vai adiantando o que há para fazer cá em casa. O meu Deus (pode ser o cristão, muçulmano, hindu, pode ser o Cosmos, Universo ou qualquer divindade pagã) orienta-me para a busca do prazer. Uma busca sã naturalmente, um prazer que não põe em causa o bem-estar de ninguém e que apenas a mim diz respeito. 

A masturbação natalícia pode contribuir muito para a paz e estabilidade desta quadra que pode ser desafiante para muitas famílias que não se escolheram e que, como tal, não se toleram. Acredito realmente que um orgasmo natalício pode bem ser a solução para se alcançar a tal paz, amor e saúde de que todos falam por estes dias!

Mafalda Cassi

 

[i] In http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html

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publicado às 13:32



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