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Quando três fazem um!

por Sobre.tudo, em 23.01.18

Há alturas na vida em que paramos, olhamos para trás e tomamos consciência que passaram 4 anos.

4 anos.

Constatamos que durante esses 4 anos passaram três homens pela nossa vida. (Na verdade foram cinco. Não querendo desfazer dos outros dois, concentremo-nos nestes três)!

Quando finalmente temos coragem de encerrar o último capítulo destes 4 anos, sentamo-nos a meio da cama, com uma perna cruzada e a outra esticada, abraçamos uma almofada, recostamo-nos na cabeceira e, olhando o infinito (a parede em frente), surge a epifania: estive sempre com a mesma pessoa, só mudou o nome!

(emoji azul com as mãos na cara!)

Um loiro de olhos azuis, baixo. Médico, bem-sucedido, viajado e a residir noutro país.

Outro alto, moreno de olhos escuros. Responsável por uma equipa na área informática, frequência universitária, mas não licenciado, a residir noutro continente (sim, outro continente).

O terceiro, muito alto, mulato e careca. Responsável por uma equipa na área do retalho, 9º ano a residir no mesmo país.

Os três fortes, independentes, de sorrisos generosos. Os três com sentido de humor apurado, mãos decididas e sexo determinado.

Apaixonei-me perdidamente pelos três.

Estava tudo certo não tivesse vivido com os três uma história semelhante. Demasiado semelhante. O problema dos padrões é que até que os resolvamos, continuamos invariavelmente a atrair o mesmo perfil de relacionamentos e a sensação é que vivemos apenas uma relação com pessoas de nomes diferentes.

Há vários motivos que nos levam a entrar numa espiral padronizada de relacionamento. O meu não foi falta de tesão, foi falta de perseverança (ou paciência mesmo!). A questão é que, sair de uma paixão quando ela começa a ficar muito difícil só me fez entrar na seguinte para continuar o que tinha deixado para trás!

Profundo respeito por estas pessoas que fizeram parte da minha vida e com quem tive momentos e orgasmos verdadeiramente inesquecíveis!! A epifania não os desmerece.

Foram seres únicos na sua individualidade, sendo que, na minha vida actuaram como um todo contínuo. Sinto saudades dos três. Taquicardia quando um deles me contacta. Consigo facilmente imaginar-me a voltar a ter sexo com qualquer um dos três (apesar de escolher não o fazer).

Agora que sinto o ciclo encerrado e estas lições integradas sorrio com um ar velhaco quando, na parte mais secreta da minha mente, imagino que talvez os três em simultâneo (e não estou a falar de sexo!) dessem um excelente um. Mas este é só um pensamento galdério, perdoem a minha mente conspurcada! 

Mafalda Cassi

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publicado às 23:27



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